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	<title>Usabilidade Total</title>
	<link>http://www.usabilidadetotal.net</link>
	<description>Just another WordPress weblog</description>
	<pubDate>Fri, 29 Sep 2006 16:07:48 +0000</pubDate>
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	<language>en</language>

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		<title>Usabilidade &#8220;Pouco Iluminada&#8221; no Luzboa 2006</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Sep 2006 15:45:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel</dc:creator>
		
	<category>Usabilidade</category>
	<category>Acessibilidade</category>
	<category>Mundo Real</category>
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		<description><![CDATA[	A Bienal Luzboa é uma iniciativa em que a iluminação é usada como forma de arte nas ruas da capital. Desde alterações à habitual iluminação pública, a instalações que usam a luz para criar um determinado ambiente ou passar uma mensagem, há um pouco de tudo. Este ano, temos até três trajectos que se complementam, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>A Bienal Luzboa é uma iniciativa em que a iluminação é usada como forma de arte nas ruas da capital. Desde alterações à habitual iluminação pública, a instalações que usam a luz para criar um determinado ambiente ou passar uma mensagem, há um pouco de tudo. Este ano, temos até três trajectos que se complementam, o Vermelho, Verde e Azul, ao longo dos quais a iluminação pública tem a cor respectiva e onde podemos encontrar as tais instalações.</p>
	<p>O problema é encontrar todas as coisas que há para ver. Vamos ao <a href="http://www.luzboa.com/2006/2006.html" title="Local do Luzboa">local do evento</a>, em busca da informação&#8230; É todo em flash, mas disso já <a href="http://www.usabilidadetotal.net/2006/01/18/problemas-do-flash-em-paginas-web/" title="artigo anterior sobre problemas de flash em páginas web">falámos antes</a>. Na secção de eventos, encontramos um &#8220;mapa&#8221; com os trajectos e uma breve descrição dos mesmos. Mas&#8230; como levo o mapa para o seguir nas ruas da cidade? Não é possível imprimí-lo, porque está em flash! Não que, na realidade, servisse de muito, porque apesar de ser &#8220;artístico&#8221;, não possui detalhe suficiente para identificar claramente os locais em causa.</p>
	<p><a href="/wp-content/mapa_site.png" title='Mapa do Luzboa no local'> <img style="border: 0; width: 300px;" src='/wp-content/mapa_site.png' alt='Mapa do Luzboa no local' /></a></p>
	<p>Bem, talvez exista um mapa em papel que possamos obter em qualquer lado? E existe! Mais ou menos&#8230; No dia da inauguração, consegui uma cópia do mapa. Cheio de esperança abri-o, e qual não é o meu espanto ao ver que, se algo, é pior ainda que a versão online! As ruas da cidade tornaram-se em algo esquemático, mal legendado, e num grafísmo de traços brancos finos sobre um fundo negro. Pensando que se destina a ser seguido na semi-escuridão das ruas à noite, eventualmente por pessoas com alguns problemas de visão (como é o meu caso), algo certamente não está bem. </p>
	<p><img src='/wp-content/mapa_papel.png' alt='Mapa do Luzboa em papel' /></p>
	<p>Houve claramente uma predominância dos aspectos meramente estéticos sobre a usabilidade e acessibilidade. Não que as coisas não devam ser estéticas, mas nunca esqueçamos qual o seu fim último, sob pena de serem estéticas mas inúteis&#8230; A usabilidade é, também, uma questão de facilidade de acesso e utilização de informação.</p>
	<p>Mas tudo tem solução! Uma das pessoas da organização que estava no jardim do Príncipe Real tinha um documento interno onde&#8230; existe um mapa em condições! Uma fotografia digital depois, e está resolvido o problema&#8230; Não tinha custado nada usá-lo no local, por exemplo, para quem quiser o descarregar e imprimir.
</p>
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		<item>
		<title>Valentim de Carvalho: Megastore virtual ou um desastre real?</title>
		<link>http://www.usabilidadetotal.net/2006/09/05/valentim-de-carvalho-megastore-virtual-ou-um-desastre-real/</link>
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		<pubDate>Tue, 05 Sep 2006 22:40:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel</dc:creator>
		
	<category>Usabilidade</category>
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		<description><![CDATA[	Há dias, procurava uma prenda para oferecer a alguém no seu aniversário: um CD com uma colectânea dos Sisters of Mercy ou Morissey era a escolha preferencial. Percorri os lugares habituais: FNAC, Worten, etc., mas sempre sem sorte: CDs spin-off dos Morangos Com Açucar e coisas semelhantes há muitos, mas não dos artistas que procurava [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Há dias, procurava uma prenda para oferecer a alguém no seu aniversário: um CD com uma colectânea dos Sisters of Mercy ou Morissey era a escolha preferencial. Percorri os lugares habituais: FNAC, Worten, etc., mas sempre sem sorte: CDs <i>spin-off</i> dos Morangos Com Açucar e coisas semelhantes há muitos, mas não dos artistas que procurava (isto poderia levar a outro artigo inteiro num outro local&#8230;). Um pouco chateado, cheguei a casa e lembrei-me: &#8220;Ah! Há uma loja da Valentim de Carvalho no Saldanha Residence! Talvez me safe!&#8221;. Vãs esperanças, viria a descobrir, mas entretanto, em busca de um contacto da loja para poupar uma deslocação inútil, procurei <a href="http://www.valentim.pt/" title="Local da Valentim de Carvalho">o local da empresa na Web</a>.</p>
	<p>Uma pesquisa no Google deu um bom resultado logo à primeira:</p>
	<p><img src='/wp-content/valentim1.PNG' alt='Resultados da pesquisa pelo local da Valentim de Carvalho' /></p>
	<p>Claramente um resultado &#8220;à medida&#8221; provavelmente pago pela própria empresa, mas a coisa prometia! &#8220;Uma megastore virtual para cybercompras de CDs e cassettes&#8221;? Mesmo que não houvesse o tão procurado CD na loja do Residence, talvez fosse possível encomendá-lo! Cheio de entusiasmo, segui o elo&#8230; para juntar mais uma frustração às que já tinha tido nesse dia.</p>
	<p><img src='/wp-content/valentim2.PNG' alt='Local da Valentim de Carvalho' /></p>
	<p>O local da Valentim de Carvalho é pouco mais que uma página com informação institucional sobre a empresa. &#8220;Megastore Virtual&#8221;, se alguma vez houve, já lá não está. Independentemente disso, o próprio <i>design</i> do local deixa muito a desejar. É mais um daqueles locais declaradamente &#8220;optimizado para 800&#215;600 pixeis&#8221;. Ou seja, completamente rígido em relação às dimensões dos elementos das páginas, fazendo com que o seu aspecto numa outra resolução seja pouco estético, desperdiçando-se imenso espaço que poderia ser usado com informação útil. E, claro, se estivesse a ser visualizado num dos cada vez mais comuns navegadores em dispositivos móveis, cuja resolução fica muito aquém dos 800&#215;600, seria practicamente impossível de usar. Um local bem desenhado adapta-se a todas as resoluções!</p>
	<p>Os problemas de usabilidade são mais, mas para não me alongar demasiado, aqui ficam alguns dos mais evidentes: </p>
	<ul>
	<li>Grande parte do texto nas páginas (certamente todo o relacionado com navegação) são imagens, e não texto. Assim sendo, o seu tamanho não pode ser alterado por utilizadores com dificuldades de visão, não são indexáveis por motores de pesquisa, etc.</li>
	<li>Dois elos importantes (aliás, os que me fizeram procurar o local), &#8220;Contactos&#8221; e &#8220;Onde Estamos&#8221;, são duas imagens com texto rodado 90 graus, à direita, com legibilidade muito reduzida.<br />
<img src='/wp-content/valentim3.PNG' alt='Elos de contacto no local da Valentim de Carvalho' />
</li>
	<li>Há ainda mais outra zona de navegação: o elo &#8220;Institucional&#8221; que vai para a página inicial, está separado dos restantes (porque para caber tudo em 800&#215;600 assim teve que ser?)&#8230;</li>
	<li>Se navegar no local é difícil, através da pesquisa a coisa não melhora&#8230; Procurando vários termos que vi no local (incluindo os nomes das secções do mesmo&#8230;) nunca produz resultados</li>
	</ul>
	<p>Em suma, mais algum cuidado na criação do local, com um mínimo de preocupação com a usabilidade do mesmo teria melhorado substancialmente o local, que é mais um exemplo de algo que tentou ser &#8220;muito bonito&#8221; à custa da sua funcionalidade.</p>
	<p>E quanto ao CD que tinha que comprar? Tive que recorrer à <a href="http://amazon.co.uk" title="amazon.co.uk">amazon.co.uk</a>, uma vez que em terras lusas não o consegui encontrar.</p>
	<h2>Referências</h2>
	<p>[1] <a href="http://www.useit.com/alertbox/screen_resolution.html" title="P&aacute;gina: Screen Resolution and Page Layout">Screen Resolution and Page Layout</a>, Jakob Nielsen&#8217;s Alertbox, 31 de Julho, 2006</p>
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		<item>
		<title>Google e o Campeonato do Mundo 2006</title>
		<link>http://www.usabilidadetotal.net/2006/06/14/google-e-o-campeonato-do-mundo-2006/</link>
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		<pubDate>Wed, 14 Jun 2006 14:16:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fred</dc:creator>
		
	<category>Usabilidade</category>
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		<description><![CDATA[	O Google não para de me surpreender. Depois de ter feito um pequeno investimento no jogo de Itália – Gana, para o Campeonato do Mundo 2006, eis que chego a casa com enorme ansiedade em saber o resultado final. Como descobrir? Google.
	A minha ideia inicial era procurar uma página, a partir do Google, dedicada a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>O Google não para de me surpreender. Depois de ter feito um pequeno investimento no jogo de Itália – Gana, para o Campeonato do Mundo 2006, eis que chego a casa com enorme ansiedade em saber o resultado final. Como descobrir? Google.</p>
	<p>A minha ideia inicial era procurar uma página, a partir do Google, dedicada a acompanhar todos os jogos e resultados do campeonato. Por isso, pesquisei por “World Cup 2006”. Foi nesse momento que tive uma agradável surpresa: o Google, uma vez mais, adivinhou o que eu estava à procura. Não tenho dúvidas que esta empresa aposta sobretudo em duas vertentes: Simplicidade e Eficiência.</p>
	<p><a href="/wp-content/googleGoodExample2.png" title='Google - Um bom exemplo de Usabilidade' ><br />
<img src='/wp-content/thumb-googleGoodExample2.png' alt='Google - Um bom exemplo de Usabilidade' /></a></p>
	<p>Isto é um excelente exemplo de “task-oriented GUI”. Ou seja, Interface Gráfico orientado à tarefa do utilizador. Neste exemplo, a conclusão da minha tarefa esteve apenas a 1 <em>click</em> de distância. Incrível.</p>
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		<item>
		<title>Usabilidade no Mundo Real: Caixa de Correio</title>
		<link>http://www.usabilidadetotal.net/2006/06/08/usabilidade-no-mundo-real-caixa-de-correio/</link>
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		<pubDate>Thu, 08 Jun 2006 18:25:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fred</dc:creator>
		
	<category>Usabilidade</category>
	<category>Acessibilidade</category>
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		<description><![CDATA[	Não há dúvida que problemas de Usabilidade surgem nas mais variadas interfaces. A foto que se segue exibe 8 vulgares caixas de correio.
	
	Ao contrário do que se esperava, as tampas abrem de baixo para cima em vez de cima para baixo. 
	
	Reparem agora a posição do corpo que é necessária adquirir para aceder às caixas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Não há dúvida que problemas de Usabilidade surgem nas mais variadas interfaces. A foto que se segue exibe 8 vulgares caixas de correio.</p>
	<p><a href="/wp-content/ccorreio1.jpg" title="Caixas de Correio"><img src='/wp-content/thumb-ccorreio1.jpg' alt='Caixas de Correio' border="0"/></a></p>
	<p>Ao contrário do que se esperava, as tampas abrem de baixo para cima em vez de cima para baixo. </p>
	<p><a href="/wp-content/ccorreio2.jpg" title="Caixa de Correio - Depois de Aberta"><img src='/wp-content/thumb-ccorreio2.jpg' alt='Caixa de Correio - Depois de Aberta'  border="0"/></a></p>
	<p>Reparem agora a posição do corpo que é necessária adquirir para aceder às caixas inferiores. Consideram que é ergonómico? Imaginem agora pessoas com mais idade, com alguns problemas de movimento / musculares, a tentarem aceder ao seu correio? </p>
	<p><a href="/wp-content/ccorreio3.jpg" title="Caixa de Correio - Acedendo ao Conteúdo"><img src='/wp-content/thumb-ccorreio3.jpg' alt='Caixa de Correio - Acedendo ao Conteúdo'  border="0"/></a></p>
	<p>De facto, algo tão simples como ver o correio pode tornar-se uma tarefa muito complicada. Mais uma vez, põe-se a questão: Custava muito ter posto as tampas das caixas ao contrário (por acaso não, foi uma opção feita durante a montagem).</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Usabilidade no Mundo Real: Botões de Elevador</title>
		<link>http://www.usabilidadetotal.net/2006/05/30/usabilidade-no-mundo-real-botoes-de-elevador/</link>
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		<pubDate>Tue, 30 May 2006 11:08:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel</dc:creator>
		
	<category>Usabilidade</category>
	<category>Mundo Real</category>
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		<description><![CDATA[	
De vez em quando, encontro um exemplo de boa usabilidade. Desta vez, a localização dos botões de um elevador. Não cá em Portugal, infelizmente (não que cá não os haja!), mas no edifício do parlamento da Austrália, em Canberra. O edifício em si é muito giro, numa envolvente bonita. E, quando o parlamento e o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>
De vez em quando, encontro um exemplo de boa usabilidade. Desta vez, a localização dos botões de um elevador. Não cá em Portugal, infelizmente (não que cá não os haja!), mas no edifício do parlamento da Austrália, em Canberra. O edifício em si é muito giro, numa envolvente bonita. E, quando o parlamento e o senado não estão em sessão, pode-se visitar, o que fiz quando estive na Austrália a participar na conferência <a href="http://iuiconf.org" title="Página: IUI Conference">IUI&#8217;06 - International Conference on Intelligent User Interfaces</a>.
</p>
	<p><img src='/wp-content/canberra_parlamento.png' alt='Parlamendo da Austr&aacute;lia' /></p>
	<p>
Depois de visitar o interior do edifício, decidi apanhar o elevador para o telhado, de onde me tinham dito teria uma vista previlegiada sobre a capital. O elevador tem duas portas: uma por onde se entra dentro do edifício, e outra onde se sai no telhado. Estas portas, ao contrário do que é normal em casos semelhantes, encontram-se não uma à frente da outra, mas sim em paredes adjacentes.
</p>
	<p>
Quando entrei no elevador, pressionei os botões à minha direita, e rapidamente pude visitar o verdejante telhado (sim, está coberto de relvado!). A minha surpresa deu-se quando voltei a entrar no elevador e, seguindo o mesmo instinto da primeira vez pressionei os botões&#8230; à minha direita! Prevendo justamente que a entrada se faria por duas portas diferentes, e para evitar confusões desnecessárias, os botões estavam duplicados, encontrando-se cada conjunto na mesma posição relativa para cada uma das portas! Da primeira vez que usei o elevador nem tinha reparado no segundo conjunto de botões. Se este não estivesse lá, teria decerto reentrado no elevador e tentado pressionar um botão à minha direita num local em que nenhum existia.
</p>
	<p><img src='/wp-content/canberra_elevador.png' alt='Elevador no parlamento da Austr&aacute;lia' /></p>
	<p>
Um pequeno detalhe, de custo relativamente baixo, mas que evitou já decerto hesitações e enganos. Já agora, a ordem dos números também era a normal e esperada, facilitando ainda mais o processo. Se alguma coisa podia ser melhorada, seria a disposição dos botões: horizontais num conjunto e verticais noutro. O que mostra que nunca é demais fazer vários testes com vários peritos e utilizadores para que não fiquem alguns aspectos por considerar.
</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Livro:  Prioritizing Web Usability, Jakob Nielsen</title>
		<link>http://www.usabilidadetotal.net/2006/05/24/livro-prioritizing-web-usability-jakob-nielsen/</link>
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		<pubDate>Wed, 24 May 2006 10:08:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fred</dc:creator>
		
	<category>Livros</category>
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		<description><![CDATA[	O famoso guru da Usabilidade na Web está de volta com um novo livro: Prioritizing Web Usability. Desta vez, Jakob Nielsen juntou forças com Hoa Loranger, Consultora de Usabilidade da NN/g.
	Para além de uma actualização ao seu antecessor, Designing Web Usability: The Practice of Simplicity, no que diz respeito a metodologias e guidelines, o livro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>O famoso guru da Usabilidade na Web está de volta com um novo livro: <a href=" http://www.amazon.co.uk/exec/obidos/ASIN/0321350316/qid=1148374525/sr=8-1/ref=sr_8_xs_ap_i1_xgl/026-4102695-7270038" title="Livro: Prioritizing Web Usability">Prioritizing Web Usability</a>. Desta vez, <a href="http://www.useit.com/jakob/" title="Página: About Jakob Nielsen">Jakob Nielsen</a> juntou forças com <a href="http://www.nngroup.com/about/people/hloranger.html" title="Página: Hoa Loranger">Hoa Loranger</a>, Consultora de Usabilidade da <a href="http://www.nngroup.com/" title="Página: Nielsen Norman Group">NN/g</a>.</p>
	<p>Para além de uma actualização ao seu antecessor, <a href=" http://www.amazon.co.uk/exec/obidos/ASIN/156205810X/qid=1148374525/sr=8-2/ref=sr_8_xs_ap_i2_xgl/026-4102695-7270038" title="Livro: Designing Web Usability: The Practice of Simplicity">Designing Web Usability: The Practice of Simplicity</a>, no que diz respeito a metodologias e <em>guidelines</em>, o livro foca novos conceitos e aspectos que entretanto se tornaram vitais na criação de páginas Web usáveis, como por exemplo: Pesquisa (<em>&#8220;Search&#8221;</em>). O livro pode ser adquirido na <a href="http://www.amazon.co.uk" title="Página: Amazon UK">Amazon</a> por um preço que ronda os 36 Euros. Fica a dica.</p>
	<p><img src='/wp-content/pwebusab.png' alt='Prioritizing Web Usability' border="0" /></p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Conferência: Interacção 2006</title>
		<link>http://www.usabilidadetotal.net/2006/05/04/conferencia-interaccao-2006/</link>
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		<pubDate>Thu, 04 May 2006 22:01:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fred</dc:creator>
		
	<category>Conferências</category>
		<guid>http://www.usabilidadetotal.net/2006/05/04/conferencia-interaccao-2006/</guid>
		<description><![CDATA[	Vai ter lugar nos dias 16-18 de Outubro a 2ª Conferência Nacional sobre o tópico de Interacção Pessoa-Máquina. Uma excelente oportunidade para publicar e publicitar os trabalhos de investigação feitos nesta área, em território nacional.
	Entre os vários temas abordados destacam-se: Usabilidade, Acessibilidade, Ergonomia e Métodos e Técnicas de Avaliação. 
	Data para a submissão de artigos: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Vai ter lugar nos dias 16-18 de Outubro a 2ª Conferência Nacional sobre o tópico de Interacção Pessoa-Máquina. Uma excelente oportunidade para publicar e publicitar os trabalhos de investigação feitos nesta área, em território nacional.</p>
	<p>Entre os vários temas abordados destacam-se: Usabilidade, Acessibilidade, Ergonomia e Métodos e Técnicas de Avaliação. </p>
	<p><b>Data para a submissão de artigos</b>: 5 de Junho.</p>
	<p>Para mais informações, visitem o local oficial: <a href="http://interaccao2006.di.uminho.pt" title="Página: Interacção 2006">http://interaccao2006.di.uminho.pt</a></p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Usabilidade no Mundo Real: Manteigueira</title>
		<link>http://www.usabilidadetotal.net/2006/03/17/usabilidade-no-mundo-real-manteigueira/</link>
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		<pubDate>Fri, 17 Mar 2006 15:33:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel</dc:creator>
		
	<category>Usabilidade</category>
	<category>Mundo Real</category>
		<guid>http://www.usabilidadetotal.net/2006/03/17/usabilidade-no-mundo-real-manteigueira/</guid>
		<description><![CDATA[	Apesar de muito se falar da de aplicações informáticas, não convém esquecer como este é um conceito que se aplica a tudo aquilo com que podemos interagir, por muito low-tech que seja [1]. Neste caso, uma manteigueira&#8230;
	Recentemente visitei um dos meus familiares. Na hora do pequeno-almoço, fui preparar a minha costumeira torrada. A torradeira até [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Apesar de muito se falar da de aplicações informáticas, não convém esquecer como este é um conceito que se aplica a tudo aquilo com que podemos interagir, por muito <i>low-tech</i> que seja [<a href="http://www.amazon.com/gp/product/0465067107/sr=8-1/qid=1142609723/ref=pd_bbs_1/002-3133588-2832032?%5Fencoding=UTF8" title="Livro: The Design of Everyday Things">1</a>]. Neste caso, uma manteigueira&#8230;</p>
	<p>Recentemente visitei um dos meus familiares. Na hora do pequeno-almoço, fui preparar a minha costumeira torrada. A torradeira até se usava sem grandes problemas. Estes apareceram onde eu menos esperava: na manteigueira! É espantoso como até algo tão simples pode sofrer de tantos problemas de usabilidade e como estes influenciam a sua utilização. Antes de mais, para ajudar a perceber, cá está uma fotografia da mesma:</p>
	<p><img src='/wp-content/manteigueira2.jpg' alt='Manteigueira' /></p>
	<p>Bonita, de vidro, com um aspecto simpático&#8230; Mas infelizmente, parecem ter sido apenas esses os aspectos que quem a desenhou teve em conta. O primeiro problema (grave!) de usabilidade sente-se assim que a tentamos abrir. De facto, o &#8220;carrapito&#8221; no centro da tampa pode ser muito estético, mas é completamente inadequado para tal. É curto e afunila para cima, justamente na direcção em que deveria haver resistência ao movimento, para pegarmos na tampa em segurança. E, claro, sendo de vidro, escorrega. Não que isso fizesse falta, pois a inevitável gordura que acaba por aparecer neste género de coisas complica ainda mais a operação&#8230; Resultado: uma tampa no chão, se lhe conseguirmos, de todo, pegar. A solução: agarrar a tampa pela zona de contacto com o corpo da manteigueira, algo completamente adequado e que provavelmente contribuirá para uma lubrificação adicional do seu exterior&#8230;</p>
	<p><img src='/wp-content/manteigueira1.jpg' alt='Destapar a manteigueira' /></p>
	<p>Mas as coisas não ficam por aqui. É que um pacote de manteiga normal, dos que compramos no supermercado, não cabe dentro da manteigueira! É rectangular e não redondo. Isso até podia ser resolvido caso a manteigueira tivesse um tamanho suficientemente grande. Mas como não o tem, cabe apenas meio pacote de cada vez, que tem que se cortar e separar do resto. O excedente ficará guardado no seu invólucro de papel metalizado, agora um bocado danificado devido ao uso da faca, até fazer falta.</p>
	<p>Para evitar isto nem era preciso ser um perito em usabilidade. Bastava que quem desenhou a manteigueira tivesse tido em atenção um princípio querido aos <i>designers</i>: a forma-função. As coisas não são criadas por motivos meramente estéticos, mas sim para cumprir uma determinada função. A forma que toma deve reflectir isso. No desenho da manteigueira, ficámo-nos pela forma. A função, como é tantas vezes o caso, ficou esquecida.</p>
	<h2>Refer&ecirc;ncias</h2>
	<ol>
	<li>Donald Norman, <a href="http://www.amazon.com/gp/product/0465067107/sr=8-1/qid=1142609723/ref=pd_bbs_1/002-3133588-2832032?%5Fencoding=UTF8" title="Livro: The Design of Everyday Things">The Design of Everyday Things</a>. Basic Books, 2002. ISBN: 0465067107</li>
	</ol>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Portabilidade na Web</title>
		<link>http://www.usabilidadetotal.net/2006/03/08/portabilidade-na-web/</link>
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		<pubDate>Wed, 08 Mar 2006 23:15:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fred</dc:creator>
		
	<category>Portabilidade</category>
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		<description><![CDATA[	Há algum tempo atrás, estive a testar uma ferramenta para Gestão de Conteúdos que estava a impressionar-me pela positiva. É um produto comercial, a um preço acessível e com um conjunto de funcionalidades bastante interessantes. 
	De seguida, tentei correr a aplicação utilizando o FireFox (o meu navegador Internet favorito). Apesar da navegação geral estar disponível, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Há algum tempo atrás, estive a testar uma ferramenta para Gestão de Conteúdos que estava a impressionar-me pela positiva. É um produto comercial, a um preço acessível e com um conjunto de funcionalidades bastante interessantes. </p>
	<p>De seguida, tentei correr a aplicação utilizando o FireFox (o meu navegador Internet favorito). Apesar da navegação geral estar disponível, o ecrã de edição de conteúdos (WYSIWYG, “What You See Is What You Get”) não apresentou funcionalidade. Não foi nenhuma surpresa quando tentei com outros navegadores (Netscape, Mozilla, Opera e Safari) e obtive o mesmo resultado. Conclusão: o gestor de conteúdos só funciona com o Internet Explorer. Seguindo a definição de <a href="http://www.usabilidadetotal.net/definir_portabilidade" title="O que &eacute; Portabilidade?">Portabilidade</a>, põe-se a questão: É um problema?</p>
	<p>Quando o alvo dos locais Internet se destina a colaboradores de empresas, talvez o problema não seja grave. Apesar da elevada taxa de crescimento do FireFox, esta é mais significativa para utilizadores domésticos [<a href="http://exameinformatica.clix.pt/noticias/internet/212769.html" title="P&aacute;gina: Firefox já está em 20% dos computadores europeus ">1</a>]. Utilizadores de empresas tornam-se mais conservadores devido às imposições da gestão da empresa, onde o Internet Explorer continua a liderar. No entanto, o atraso significativo no lançamento da versão 7.0, do navegador da Microsoft, dá espaço e oportunidade ao FireFox de crescer também em empresas / instituições [<a href="http://exameinformatica.clix.pt/noticias/mercados/212843.html" title="P&aacute;gina: Polícia francesa troca IE por Firefox">2</a>].</p>
	<p>E no caso de utilizadores domésticos? Considerem que são utilizadores do FireFox e que utilizam um <i>desktop</i> ou um portátil com uma resolução de 1024&#215;768.</p>
	<p>Imaginem agora que estavam interessados em saber mais informações sobre o espaço comercial de Alcochete, em Lisboa, o <a href="http://www.freeport.pt" title="Local: FreePort">FreePort</a>. Descobrem o elo e acedem à primeira página onde são confrontados com uma interface que ocupa pouco mais de 30% da área do ecrã. Tudo o que está disponível resume-se a texto, imagens e elos totalmente imperceptíveis. O que fariam? Na minha opinião, das duas uma: (1) se querem realmente ver o local, dão-se ao trabalho de lançar o Internet Explorer e de abrir novamente a página nesse navegador (&#8230;que mau aspecto&#8230;); (2) se for um interesse reduzido, vão-se embora e o FreePort pode acabar por perder um potencial cliente. </p>
	<p><a href="/wp-content/freeport.jpg" title="Página inicial do FreePort"><img src='/wp-content/thumb-freeport.jpg' alt='Freeport' border="0" /></a></p>
	<p>Suponham agora que chegou finalmente a altura de ir de férias para o Algarve. Estão com pouco dinheiro e decidem ir de autocarro. Como têm Internet e sabem que é possível fazer reservas e pagamentos on-line, acedem ao local da  <a href="http://www.rede-expressos.pt/" title="Local: Rede Nacional de Expressos">Rede de Expressos</a>. Uma vez na página inicial, decidem ver os horários. São então confrontados com uma mensagem que basicamente diz&#8230;”só fornecemos este serviço se fores um utilizador do Internet Explorer!”. Como reagem perante isto? Ainda por cima, a dependência do Internet Explorer existe apenas para automatizar um pequeno aspecto da pesquisa de autocarros, que facilmente se poderia ter conseguido de forma <i>standard</i>, se tivesse havido interesse em tal.</p>
	<p><a href="/wp-content/redexp.jpg" title="Imagem: Rede de Expressos"><img src='/wp-content/thumb-redexp.jpg' alt='Rede Nacional de Expressos' /> </a></p>
	<p>Hoje em dia, quando se desenvolve um local que só funciona em Internet Explorer, corre-se o risco de rejeitar mais de 34% da potencial população [<a href=" http://www.w3schools.com/browsers/browsers_stats.asp" title=" P&aacute;gina: Browser Statistics">3</a>]. Em empresas o problema pode de facto não ser significativo, mas para o caso de utilizadores domésticos? </p>
	<p>Os esforços de instituições como a <a href="http://www.w3.org/" title="Página: The World Wide Web Consortium">W3C</a> na produção de <i>standards</i> para a criação de navegadores e locais Internet é cada vez mais significativo. No entanto, há sempre o problema de existirem vários <i>standards</i> e cada produtor (de navegadores Internet) escolher aquele que acha mais adequado. Os navegadores poderão sempre ter este tipo de problemas, mas com o passar do tempo têm tendência a reduzir e são cada vez mais fáceis de ultrapassar (mas claro, dá sempre mais trabalho). Não valerá a pena o esforço de implementação / portabilidade de um local a vários navegadores, comparado com uma possível rejeição de 34% das pessoas?</p>
	<p>No final, vai depender do objectivo do local&#8230;mas nos dois casos exemplificados, justificava-se o esforço.</p>
	<h2>Referências</h2>
	<p>[1] <a href="http://exameinformatica.clix.pt/noticias/internet/212769.html" title="P&aacute;gina: Firefox já está em 20% dos computadores europeus ">Firefox já está em 20% dos computadores europeus</a>, Exame Inform&aacute;tica</p>
	<p>[2] <a href="http://exameinformatica.clix.pt/noticias/mercados/212843.html" title="P&aacute;gina: Polícia francesa troca IE por Firefox">Polícia francesa troca IE por Firefox</a>, Exame Inform&aacute;tica</p>
	<p>[3] <a href="http://www.w3schools.com/browsers/browsers_stats.asp" title="P&aacute;gina: Browser Statistics">Browser Statistics</a>, W3Schools</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Problemas do Flash em Páginas Web</title>
		<link>http://www.usabilidadetotal.net/2006/01/18/problemas-do-flash-em-paginas-web/</link>
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		<pubDate>Wed, 18 Jan 2006 11:44:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel</dc:creator>
		
	<category>Usabilidade</category>
	<category>Acessibilidade</category>
	<category>Portabilidade</category>
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		<description><![CDATA[	
J&#225; l&#225; v&#227;o muitos anos desde que liguei o meu velho ZX Spectrum pela &#250;ltima vez. Foram muitas, as horas bem passadas &#224; frente de um monitor de f&#243;sforo verde, a jogar Bomb Jack ou Tetris. E tal como eu, muita gente assim passou as tardes durante alguns anos. N&#227;o &#233; pois de estranhar que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>
J&aacute; l&aacute; v&atilde;o muitos anos desde que liguei o meu velho ZX Spectrum pela &uacute;ltima vez. Foram muitas, as horas bem passadas &agrave; frente de um monitor de f&oacute;sforo verde, a jogar Bomb Jack ou Tetris. E tal como eu, muita gente assim passou as tardes durante alguns anos. N&atilde;o &eacute; pois de estranhar que agora, passados 20 anos, tenha surgido uma onda revivalista desses jogos. Aproveitando que os jovens de ent&atilde;o s&atilde;o agora adultos com algum poder de compra, t&ecirc;m aparecido todo o g&eacute;nero de produtos destinados a relembrar aqueles dias de adolesc&ecirc;ncia. No respeitante aos jogos de computador, vemos agora surgir emuladores, <i>remakes</i> dos jogos mais famosos, e publica&ccedil;&otilde;es sobre esses jogos. Foi em busca de uma dessa publica&ccedil;&otilde;es que me deparei com um dos piores descalabros de usabilidade na Web, infelizmente t&atilde;o comum: os locais inteiramente criados em Flash.
</p>
	<p>
A revista Retro Gamer, inglesa, &eacute; uma boa publica&ccedil;&atilde;o. Foca aspectos interessantes dos jogos de outrora, entrevista os seus criadores e discute o que aconteceu a certos jogos ou &agrave;s plataformas em que estes corriam. Infelizmente, o local que lhe d&aacute; apoio, <a href="http://www.retrogamer.net" title="retrogamer.net">retrogamer.net</a>, n&atilde;o partilha dessa qualidade.
</p>
	<p>
A primeira coisa com que somos confrontados ao aceder ao local &eacute; uma p&aacute;gina de apresenta&ccedil;&atilde;o completamente in&uacute;til. Diz-nos que estamos no local de algo chamado Retro Gamer e obriga-nos a um <i>click</i> para prosseguir. Mas j&aacute; sab&iacute;amos isto pela url, ou n&atilde;o? E, de qualquer modo, mesmo que da primeira vez n&atilde;o fosse esse o caso, s&ecirc;-lo-&aacute; certamente todas as outras. Em suma, um <i>click</i> desnecess&aacute;rio e irritante em todas as visitas, bem como um desperd&iacute;cio de tempo e largura de banda.
</p>
	<p><img src="http://www.usabilidadetotal.net/wp-content/retrogamer1.png"  alt="P&aacute;gina de apresenta&ccedil;&atilde;o da Retro Gamer" /></p>
	<p>
Mas o pior ainda est&aacute; para vir. Ap&oacute;s entrar no local propriamente dito, verificamos que todo ele est&aacute; feito em Flash. Sim, <strong>todo</strong>. N&atilde;o existe apenas uma anima&ccedil;&atilde;o algures na p&aacute;gina, no meio do restante conte&uacute;do. Em vez disso, todo o local, do conte&uacute;do &agrave; navega&ccedil;&atilde;o est&aacute; em Flash. J&aacute; muito se escreveu sobre os malef&iacute;cios do flash, mas esta &eacute; uma das suas piores manifesta&ccedil;&otilde;es. Sen&atilde;o, vejamos:
</p>
	<ul>
	<li>Imaginemos que queria enviar a algu&eacute;m o elo para a &#8220;p&aacute;gina&#8221; dos contactos. Num local normal, bastaria ir at&eacute; essa p&aacute;gina e copiar a url. Neste caso, n&atilde;o existem p&aacute;ginas propriamente ditas, apenas v&aacute;rias sec&ccedil;&otilde;es dentro da aplica&ccedil;&atilde;o flash. N&atilde;o h&aacute; forma de referir uma sub-parte desta.</li>
	<p><img src="http://www.usabilidadetotal.net/wp-content/retrogamer2.png"  alt="Local da Retro Gamer" /></p>
	<li>Para onde v&atilde;o os elos? Alguns saltam para fora do local (numa janela de <i>pop-up</i>, mas isso &eacute; mat&eacute;ria para outro artigo&#8230;) sem aviso pr&eacute;vio. N&atilde;o termos forma de saber o que ir&aacute; acontecer ao seguir um elo porque, n&atilde;o se tratando de um elo numa normal p&aacute;gina HTML, a barra de estado do navegador nada nos mostra. J&aacute; agora, tamb&eacute;m n&atilde;o consigo saber se j&aacute; visitei uma determinada sec&ccedil;&atilde;o do local ou n&atilde;o, visto que os elos n&atilde;o mudam de cor para indicar quais os j&aacute; seguidos&#8230;
</li>
	<li>
Como se pode ver na <a href="http://www.usabilidadetotal.net/quem_somos#Daniel" title="biografia de Daniel Gon&ccedil;alves">minha fotografia neste local</a>, sofro de alguma falta de vista. Tendo, pois, a aumentar o tamanho do tipo de letra de muitos locais, para melhor os conseguir ler. Isso &eacute; imposs&iacute;vel numa aplica&ccedil;&atilde;o Flash, em que todos os tamanhos s&atilde;o pr&eacute;-definidos e inalter&aacute;veis. L&aacute; tive que me aproximar do monitor para conseguir encontrar mais informa&ccedil;&atilde;o sobre esta revista que tanto me agrada.
</li>
	<li>
O motivo inicial da minha visita foi tentar encomendar um n&uacute;mero atrasado da revista. O meu primeiro instinto foi procurar no <a href="http://www.google.com" title="google">google</a> por <span class="inlinecode">&#8220;retro gamer magazine back issues&#8221;</span>. Resultados relevantes: nenhum. Porqu&ecirc;? Porque ao estar completamente dentro de uma aplica&ccedil;&atilde;o Flash, o local n&atilde;o tem informa&ccedil;&atilde;o textual acess&iacute;vel sem correr essa aplica&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o pode ser indexado adequadamente pelos motores de pesquisa, o que dificulta a sua utiliza&ccedil;&atilde;o. Seria de pensar que o facto de menos potenciais clientes encontrarem o que procuram levaria a repensar a forma como o local est&aacute; feito&#8230;
</li>
	<li>
Frustrado, mas tendo encontrado finalmente o local e ultrapassado a p&aacute;gina de apresenta&ccedil;&atilde;o, quis encontrar o elo que levaria &agrave; p&aacute;gina dos n&uacute;meros atrasados. Que maneira mais f&aacute;cil do que um <i>find</i> na p&aacute;gina em busca do texto “back issues”? Infelizmente, e pelas mesmas raz&otilde;es do t&oacute;pico acima, uma tal pesquisa &eacute; imposs&iacute;vel&#8230; Tivesse eu dificuldades visuais maiores e necessidade de recorrer a um leitor de ecr&atilde; ou a uma linha Braille para aceder ao conte&uacute;do do local, isso seria completamente imposs&iacute;vel pelas mais uma vez mesmas raz&otilde;es: o texto n&atilde;o &eacute; acess&iacute;vel fora da aplica&ccedil;&atilde;o.
</li>
	<li>Tendo finalmente consultado a p&aacute;gina que procurava, decidi consultar o resto do local. Infelizmente, pressionar o bot&atilde;o de ‘Retroceder’, no navegador, conduziu n&atilde;o &agrave; “p&aacute;gina” anterior dentro do local, mas para fora deste! A aplica&ccedil;&atilde;o Flash, tratando-se de um todo monol&iacute;tico, n&atilde;o permite que a navega&ccedil;&atilde;o normal fornecida pelo navegador se comporte como esperado. Toda a aplica&ccedil;&atilde;o Flash &eacute; uma &uacute;nica p&aacute;gina, aos olhos do navegador.
</li>
	<li>
Se quiser voltar a consultar o local, por exemplo, no meu PDA ou telem&oacute;vel, n&atilde;o terei acesso a absolutamente nada: n&atilde;o tenho um <i>plugin</i> de Flash instalado nestes dispositivos. Algumas pessoas n&atilde;o os t&ecirc;m no seu navegador no desktop, tamb&eacute;m. O site encontra-se completamente vedado a esses utilizadores.
</li>
	<li>Finalmente, o local n&atilde;o &eacute; t&atilde;o est&eacute;tico como poderia ser, uma vez que muito espa&ccedil;o &eacute; desperdi&ccedil;ado em volta da aplica&ccedil;&atilde;o Flash. Isto porque esta tem dimens&otilde;es fixas que n&atilde;o se adaptam ao tamanho da janela do navegador ou &agrave; resolu&ccedil;&atilde;o do monitor (eu t&ecirc;-lo-ia usado para ver o local com tipos de letra maiores, por exemplo).
</li>
	<p><img src="http://www.usabilidadetotal.net/wp-content/retrogamer3.png"  alt="Espa&ccedil;o em branco em redor da p&aacute;gina da Retro Gamer" /></p>
	</ul>
	<p>
E tudo isto para qu&ecirc;? Para ter duas ou tr&ecirc;s anima&ccedil;&otilde;es discretas a funcionar? Valer&aacute; isso a pena tendo em conta os problemas de usabilidade que podem levar &agrave; perda de clientes? O que mais choca &eacute; que <strong>tudo</strong> o que o local cont&eacute;m poderia ser feito sem grande esfor&ccedil;o (&eacute; um local bastante simples) usando os <i>standards</i> da Web. At&eacute; as anima&ccedil;&otilde;es poderiam ser mantidas (sendo question&aacute;vel se deveriam ser de todo usadas ou n&atilde;o). Isto resultaria num local mais acess&iacute;vel, port&aacute;vel e us&aacute;vel, com todas as vantagens que da&iacute; poderiam advir.</p>
	<p>O problema n&atilde;o foi ter sido usado Flash. Foi a forma como foi usado, de modo completamente desnecess&aacute;rio. H&aacute; casos em que certas funcionalidades n&atilde;o conseguem ser obtidas apenas recorrendo aos <i>standards</i>. Nesse caso justifica-se a utiliza&ccedil;&atilde;o de Flash. Em substitui&ccedil;&atilde;o integral do conte&uacute;do do local, incluindo toda a informa&ccedil;&atilde;o textual, esse nunca &eacute; o caso. Apenas um desinteresse completo de quem criou o local explica esta situa&ccedil;&atilde;o, ou um desconhecimento generalizado das tecnologias usadas na Web (e nesse caso, se calhar est&aacute; no emprego errado&#8230;)
</p>
	<h2>Refer&ecirc;ncias</h2>
	<ol>
	<li><a href="http://www.useit.com/alertbox/20001029.html" title="Flash: 99% Bad">Flash: 99% Bad</a>, Jakob Nielsen&#8217;s Alertbox, 2000.
</li>
	<li><a href="http://www.useit.com/alertbox/20021125.html" title="Top Ten Web Design Mistakes of 2005">Top Ten Web Design Mistakes of 2005</a>, Jakob Nielsen&#8217;s Alertbox, 2002.
</li>
	<li><a href="http://www.useit.com/alertbox/20021125.html" title="Flash and Web-Based Applications">Flash and Web-Based Applications</a>, Jakob Nielsen&#8217;s Alertbox, 2002.
</li>
	</ol>
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