Usabilidade no Mundo Real: Botões de Elevador
Escrito na categoria de Usabilidade, Mundo Real em 30/05/2006, por Daniel.
De vez em quando, encontro um exemplo de boa usabilidade. Desta vez, a localização dos botões de um elevador. Não cá em Portugal, infelizmente (não que cá não os haja!), mas no edifício do parlamento da Austrália, em Canberra. O edifício em si é muito giro, numa envolvente bonita. E, quando o parlamento e o senado não estão em sessão, pode-se visitar, o que fiz quando estive na Austrália a participar na conferência IUI’06 - International Conference on Intelligent User Interfaces.

Depois de visitar o interior do edifício, decidi apanhar o elevador para o telhado, de onde me tinham dito teria uma vista previlegiada sobre a capital. O elevador tem duas portas: uma por onde se entra dentro do edifício, e outra onde se sai no telhado. Estas portas, ao contrário do que é normal em casos semelhantes, encontram-se não uma à frente da outra, mas sim em paredes adjacentes.
Quando entrei no elevador, pressionei os botões à minha direita, e rapidamente pude visitar o verdejante telhado (sim, está coberto de relvado!). A minha surpresa deu-se quando voltei a entrar no elevador e, seguindo o mesmo instinto da primeira vez pressionei os botões… à minha direita! Prevendo justamente que a entrada se faria por duas portas diferentes, e para evitar confusões desnecessárias, os botões estavam duplicados, encontrando-se cada conjunto na mesma posição relativa para cada uma das portas! Da primeira vez que usei o elevador nem tinha reparado no segundo conjunto de botões. Se este não estivesse lá, teria decerto reentrado no elevador e tentado pressionar um botão à minha direita num local em que nenhum existia.

Um pequeno detalhe, de custo relativamente baixo, mas que evitou já decerto hesitações e enganos. Já agora, a ordem dos números também era a normal e esperada, facilitando ainda mais o processo. Se alguma coisa podia ser melhorada, seria a disposição dos botões: horizontais num conjunto e verticais noutro. O que mostra que nunca é demais fazer vários testes com vários peritos e utilizadores para que não fiquem alguns aspectos por considerar.
